quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Entrevista no Quadrinhos para quadrados e redondos

No dia 16 de outubro, fui o entrevistado do programa Quadrinhos para quadrados e redondos, comandado pelo Kendi Sakamoto e que é transmitido pela internet, no Clic TV.

Durante o bate-papo, falei desde o começo de minha carreira como jornalista e especialista em quadrinhos até o trabalho que desenvolvo desde 2006 na Mauricio de Sousa Produções.


 A entrevista, em dois vídeos, já está disponível para quem quiser assistir.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Minhas próximas palestras pelo Brasil

Nas próximas semanas, palestrarei um bocado sobre o trabalho que venho desenvolvendo na Mauricio de Sousa Produções e também no mercado de quadrinhos, como jornalista.

A primeira palestra acontece no dia 16 de outubro, no Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas, 141 – 5º andar – Torre A), das 19h às 21h30min, na abertura do curso HQ Cultural, organizado pela Cris Merlo. Até o dia 20 (sexta-feira), conversarão com o público: os quadrinhistas Gabriel Bá e Fábio Moon, a pesquisadora Sonia Luyten, Afonso Andrade, do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, e Gualberto Costa, um dos criadores do troféu HQ Mix. Para mais informações, telefone para 0XX-11-5080-3057.


A próxima palestra será na Fest Comix, principal evento de venda de quadrinhos do Brasil, que este ano tem muitas novidades e convidados internacionais, como Jamie Delano, por exemplo.

Lá, no dia 20 (sábado), às 17h30min, eu e o Danilo Beyruth, que escreveu e desenhou Astronauta - Magnetar, a primeira Graphic MSP (que tem cores da Cris Peter), contaremos ao público como foi o processo de trabalho até o álbum chegar às bancas e livrarias. O evento acontecerá no Colégio São Luís (Rua Luís Coelho, 323), em São Paulo.


Na semana seguinte, participarei da Fliq – Feira de Livros e Quadrinhos de Natal, na capital do Rio Grande do Norte.

No dia 23 (terça-feira), das 17h às 18h30min, participo de uma mesa-redonda sobre os projetos editoriais da MSP, com Williandi e Márcio Coelho, dois autores potiguares que participaram do MSP + 50 e do MSP Novos 50, respectivamente.

 No dia seguinte, tenho três atividades. Das 15h15min às 16h30min, farei um bate-papo sobre o meu trabalho no Universo HQ, o mercado nacional, os projetos na MSP e muito mais. A mediação será de Milena Azevedo.


Das 18h às 19h30min, participo da mesa Homenagem a Moacy Cirne: desbravador da pesquisa sobre história em quadrinhos, na companhia do próprio Cyrne, do quadrinhista e editor Henrique Magalhães e de José Veríssimo.

Por fim, das 20 às 21 horas, estarei à disposição de leitores que queiram um autógrafo ou simplesmente trocar ideias. Dois dias depois, já estarei em Curitiba, para a Gibicon, que promete muito para esta primeira edição (a do ano passado foi a “zero”).

Na capital paranaense, participarei de três atividades. A primeira será o debate Quadrinhos infantis, no dia 26 (sexta-feira), às 13h30min, na companhia de Paulo Maffia, editor da Abril, e dos quadrinhistas Jean Galvão, Chico Lam e Leandro Robles. A mediação será do jornalista Érico Assis. O bate-papo acontecerá na Sala de cinema do Paço Municipal.


No sábado, dia 27, às 16 horas, na Sala Londrina, do Memorial de Curitiba, integrarei a mesa em homenagem ao saudoso editor (e amigo) Sergio Bonelli, juntamente com o roteirista Moreno Burattini (Zagor), os desenhistas Fabio Civitelli e Roberto Diso e o tradutor Julio Schneider. A mediação será do jornalista e quadrinhista Franco de Rosa.

Fechando minha participação no evento, no mesmo dia, às 18 horas, participo do debate Graphic MSP, muito bem acompanhado por Vitor Cafaggi (que fará a da Turma da Mônica junto com sua irmã Lu Cafaggi) e Danilo Beyruth. A mediação será do jornalista Claudio Yuge. A conversa será na Sala de cinema do Paço Municipal.

Ufa, é isso! Espero conversar com muitos leitores nesses eventos. Assunto não vai faltar!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Presentes inesquecíveis de aniversário

Quem me segue no Twitter e no Facebook sabe que, por trabalhar com quadrinhos há tanto tempo, quando faço aniversário é comum (e muito legal) eu ganhar desenhos, tanto de profissionais do setor, quanto de fãs.

Pra quem está no Facebook, tenho um álbum com os presentes que recebi em 2011 e 2012. Pra conferir, clique aqui.

Mas em 2010, o meu amigo Flavio Teixeira, que é roteirista da Mauricio de Sousa Produções (foi ele que me transformou em personagem em Turma da Mônica Jovem # 20), me armou uma bela surpresa, que dividi na época com todos os nossos leitores do Blog do Universo HQ e republico agora por aqui.

Quando completei 44 anos, o Flavio comprou um caderno de desenhos e pediu para os artistas do estúdio fazerem desenhos ou HQs em comemoração à data. O resultado, nem preciso dizer, ficou sen-sa-cio-nal.

Pra comprovar isso, selecionei três pra mostrar aqui: o do próprio Flavio, a HQ do Paulo Back e o cartum do Mauricio. Veja-os abaixo.










Aproveitando, resolvi mostrar também um presente que ganhei quando virei quarentão. Pedi ao meu irmão cearense JJ Marreiro que desenhasse a imagem do convite da festa sobre uma foto minha. Ficou maravilhoso, como você confere abaixo.


Estes, sem dúvida, estão dentre os presentes inesquecíveis que ganhei durante a vida. Por isso, serei sempre agradecido aos amigos que tenho. E, felizmente, eu tenho muitos.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O meu primeiro trabalho com a Turma da Mônica

Como já contei no primeiro post deste blog, em 1991 fui contratado como redator pela Editora Globo para a redação de quadrinhos.

A ideia principal era que eu escrevesse artigos e textos para as revistas Sandman, Tex e os especiais e minisséries focados no público adulto. Mas a redação publicava muitos quadrinhos infantis na época, especialmente os de Mauricio de Sousa.

Então, em 1991, a Mauricio de Sousa Produções bolou a edição especial Os 12 Trabalhos da Mônica (veja resenha aqui) e eu fui incumbido de escrever um texto sobre Mitologia Grega para contar aos então pequenos leitores um pouco da história em que essa adaptação se baseava.

Foi o meu primeiro texto para uma publicação da Turminha.



E foi também um desafio, pois eu estava acostumado a escrever numa linguagem mais voltada aos adultos. E, desta vez, o foco era nos pequenos leitores. Foi mais um dos tantos aprendizados que os quadrinhos me proporcionaram.

Felizmente, o texto agradou não só à minha diretora, Flavia Ceccantini, quanto ao próprio Mauricio, que me mandou pequenas observações e ajustes, escritos à mão, nas folhas que foram mandadas ao estúdio, para que ele revisasse.

Na matéria (aqui reproduzida), fiz um apanhado rápido dos principais deuses do Olimpo e, em seguida, dos 12 trabalhos de Hércules – sim, eu sei que a grafia grega era Héracles, mas optou-se pelo nome mais conhecido.


Uma curiosidade: as ilustrações dos deuses foram feitas pelo roteirista Flavio Teixeira de Jesus (que também tem um blog que merece ser mais atualizado), que, anos depois, viria a se tornar um grande amigo e parceiro de trabalhos na MSP.

A história Os 12 Trabalhos da Mônica foi escrita e desenhada pela Rosana Munhoz (saiba mais sobre essa fantástica artista aqui), teve arte-final de Kazuo Yamassake e Marli Mitsunaga Oyakawa, acabamento de Antonio Mauricio de Sousa Neto, cores de Maria Amélia Gomes e capa de Emy T. Yamauchi Acosta. E, como dá pra conferir abaixo, todos foram creditados.

Mais tarde, o material ganhou duas republicações. A primeira em 1996, na terceira edição do Gibizão da Turma da Mônica (num formato gigante e sem o meu texto de abertura), da Globo; e a segunda em 2008, no número de estreia da série Mauricio Apresenta, pela Panini, novamente com o meu artigo.

E se você não leu Os 12 Trabalhos da Mônica, ela está disponível online aqui. Boa diversão.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Novos trabalhos meus nas bancas

Muitos amigos do mercado editorial brincam que eu devo ter uns chineses trabalhando pra mim, pra dar conta de tanta coisa. :-) Não é verdade, claro, mas o fato é que, além do meu serviço na MSP e do Universo HQ, eu ainda faço vários freelances.

E como algumas delas estão em bancas, vale a divulgação, pra quem quiser conferir.

Como já contei, neste post, colaboro com a revista Mundo Estranho, da Abril, desde 2004. E tem trabalho meus em dois que estão nas bancas.

O primeiro é Tudo o que você sempre quis saber sobre games, que eu editei. É um guia com 100 respostas sobre esse universo fantástico, divididas em três capítulos. Os textos são dos repórteres Victor Bianchin, Nathan Fernandes e Luiz Romero, e o design inspiradíssimo é da Ale Kalko, da Faz Faz Faz.

O outro é Super-Heróis, uma reedição do Coleção 100 Respostas - Super-Heróis, que escrevi em 2004, e retorna agora com diversas perguntas atualizadas.

Além disso, tem um especial da SuperInteressante, o Decifrando os Super-Heróis, que traz quatro textos meus. São biografias não-autorizadas (e bem-humoradas) de Batman, Superman, Homem-Aranha e Wolverine. Muitos leitores têm escrito pra mim pra dizer que gostaram.

No primeiro semestre, ainda editei O Guia Curioso de Super-Heróis (com textos do André Morelli, Antonio Santos e Cláudio Murena, e design da Casa 36), também pra Mundo Estranho, que foi lançado pouco antes do filme Os Vingadores e foi muito, muito bem nas bancas. Tanto que é bem difícil achar a edição pra comprar.

Todas as demais estão à venda nas bancas ou na Loja Abril.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Um pai, um filho e os quadrinhos


Hoje, completo 46 anos. Este é o meu segundo aniversário sem o meu pai, o “seu” Domingos. Em 2010, uma semana antes de eu fazer 44, ele partiu pro andar de cima, depois de lutar um bocado pela vida.

A saudade do velho Mingo ainda machuca, tanto que, em 2011, na HQ Con, em Florianópolis, eu estava palestrando em pleno Dia dos Pais e, quando me lembrei dele, não consegui me controlar e caí no choro – e ocorreu o mesmo em Belém, este ano. Mas ele, que me ensinou tantas coisas em vida, continuou suas lições até na hora de se despedir.

Nunca imaginei, por exemplo, que teria coragem de dizer pro meu pai, no leito de um hospital (após mais de um ano entre idas e vindas da UTI), pra que “descansasse”. Era egoísmo demais de minha parte querer tê-lo mais tempo do meu lado, à custa de tanto sofrimento.

Meu pai era meu ídolo. Tive um monte de diferenças com ele na juventude? Claro, como ocorre com praticamente todo mundo, mas eu nutria uma admiração gigante por ele. Um cara que só cursou até o quarto ano do primário, mas sempre nos proporcionou um bom colégio e fez questão que seus filhos fizessem faculdade, para “ter um futuro melhor”.

Ele me colocou pra trabalhar aos 14 anos, e hoje agradeço demais por isso. Trabalhava na firma dele, é verdade, mas comecei (com muito orgulho) como office-boy, pra aprender o caminho das pedras.

E é dessa época a recordação, muito viva ainda, sobre a qual escrevo agora; e que tem ligação com os quadrinhos. Assim que comecei a ganhar meu próprio dinheiro, gastava bastante em HQs – especialmente nos formatinhos de super-heróis da Abril. Por isso, não foram poucas as vezes em que ele abriu a porta do quarto que eu dividia com meu irmão mais novo e esbravejou, com seu jeitão espanhol (na verdade, meus avós eram espanhóis): “Sidney, o que esta merda vai te dar?”.

Aquilo me enfurecia, evidente. Algumas discussões aconteceram, mas, felizmente, ele nunca passou da promessa de dar fim às minhas revistas.

O tempo passou e, depois de ter me formado em Educação Física, passei a cursar jornalismo (sempre pagando do próprio bolso a faculdade). Após dois anos batendo cabeça como repórter esportivo de rádio (enquanto ainda trabalhava com meu pai), veio a oportunidade de transformar a minha paixão pelos quadrinhos numa oportunidade de emprego, como contei no post inaugural deste blog.

Lembro bem da cara do meu pai quando lhe contei que havia conseguido minha primeira matéria: era um misto de surpresa e orgulho. Quando o texto foi publicado, ele, com seu jeito durão de ser, me parabenizou, mas era nítido que ainda não entendia bem o que aquilo representava pra mim.

Quando começaram a sair matérias minhas (ainda como free-lance) em jornais que ele lia sempre (Jornal da Tarde, Folha da Tarde e Estado de S.Paulo), aí, sim, a coisa mudou.

Um belo dia, o “seu” Mingo me chamou e disse: “Filho, eu não entendo nada do que você escreve, mas você escreve bem pra caramba”. Como aquilo me fez bem! Não pelo elogio ou pelo reconhecimento, mas porque meu pai, naquele momento, pressentia que eu não queria continuar o negócio (de tratores e peças usadas) que ele tocava havia quase 40 anos; que minha ideia era voar com minhas próprias “asas”.

E foi o que aconteceu. Veio o primeiro emprego na área de quadrinhos, na Editora Globo, meu pai foi "amolecendo" com a idade e passou a curtir, com orgulho indisfarçável, todas as minhas conquistas, matérias, prêmios, empregos novos... E o resto é história.

Mas há um episódio que me marcou demais. Dezesseis anos depois, em 2006, na Bienal do Livro de São Paulo, eu estava autografando, junto com o Mauricio de Sousa, o livro Mauricio - Quadrinho a Quadrinho, da Globo. Foi quando vi aquela inconfundível cabeleira branca se aproximando por trás de dezenas de pessoas que estavam em frente ao estande.

Imediatamente me levantei e vi meu pai (que, àquela altura, já não tinha o mesmo vigor físico de antes, devido a pequenas isquemias cerebrais) e minha mãe chorando copiosamente. Aquilo me fez desmoronar, na frente de todo mundo. Meu velho me abraçou e, ao meu ouvido, ameaçou um pedido de desculpas.

Enquanto o Mauricio dizia pra ele, com o livro nas mãos: "Viu que coisa linda o seu filho fez?", pedi ao “seu” Mingo que não se desculpasse. Afinal, eu já era pai (na acepção da palavra, como ele foi pra mim) e sabia o quanto a gente se preocupa com o futuro dos filhos. E, distante do ímpeto juvenil de outrora, eu agora compreendia que ele não teve, pela falta de estudo e de informação, a oportunidade de saber que os quadrinhos podiam, sim, abrir muitas portas pro filho mais velho dele. Bastava eu saber aproveitar. Que bom que herdei não apenas a determinação dele, mas também sua teimosia.

Depois que me casei, em todo dia 29 de agosto, o telefone tocava por volta das 7 horas da manhã. Do outro lado da linha, meu pai cantarolava o começo de Parabéns a você, com a voz embargada. Aí, ele brincava com a idade que eu estava completando, pra não chorarmos os dois. Mas, naquele dia de março de 2006, na Bienal, ele nem procurou se conter. Ainda bem, “seu” Domingos, ainda bem.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A minha coleção de quadrinhos

Como o pessoal vivia me pedindo fotos da minha coleção, em 2010 fiz um vídeo com parte dela. Não está com uma boa resolução, pois gravei com a câmera fotográfica, mas dá pra ter uma ideia.

Ainda faltava muita, muita coisa, que não mostrei porque não estavam bem arrumadas. Além disso, em dois anos quase todas essas prateleiras ficaram lotadas! Já preciso de mais espaço. :-/

Nas estantes da minha sala guardo basicamente só publicações em formato livro e algumas das memorabilias que gosto mais. As revistas mensais, edições especiais de bancas, minisséries, formatinhos e mais uma pancada de brinquedos ficam no meu escritório, mostro numa próxima vez.