segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Super-heróis para todos os gostos

Para quem curte o meu trabalho como jornalista especializado em quadrinhos, aí vai mais uma novidade: chegou às bancas no final da semana passada o especial Os 100 Melhores Clássicos de Super-Heróis (formato 20,2 x 26,6 cm, 72 páginas, R$ 11,00), editado por mim.


Este é mais um especial que faço para a revista Mundo Estranho, da Editora Abril, com a qual colaboro desde 2004. Caramba, faz tempo! :-)

Nesta revista, além de listarmos grandes sagas e histórias dos quadrinhos, bolamos Top 10 do gênero no cinema, nos seriados live-action e desenhos animados de TV e nos games.






Os textos foram escritos por mim e pelos também grandes conhecedores do assunto André Morelli, Toni Santos e Claudio Murena. O design, absolutamente incrível, é do Rodrigo Maroja. Confira algumas imagens.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Os melhores quadrinhos de 2013, para mim

Durante muitos anos, fui o responsável pela lista dos melhores quadrinhos do ano do Universo HQ, site do qual sou editor-chefe. Em 2012, isso mudou porque a minha atuação como editor na Mauricio de Sousa Produções aumentou e ficaria complicado eleger (ou não) obras nas quais trabalhei diretamente. A saída, então, foi mudar a forma como a relação era formada – para entender, clique aqui.

Mas em dezembro de 2013, decidi rever a minha posição. E por razões simples: eu, seguramente, leio 95% dos álbuns de quadrinhos (independentemente do gênero) lançados a cada ano, e muita gente gosta das indicações que faço no Instagram, Twitter e Facebook, quando curto esta ou aquela HQ. E algumas pessoas podem descobrir essas obras e seus autores, de repente.

Assim, decidi retomar a minha lista de melhores do ano. Ela é bastante eclética, com representantes de diversos gêneros, como você verá abaixo, mas tem ressalvas.

Evidentemente, por razões éticas, ficaram de fora as três Graphics MSP que editei em 2013: Turma da Mônica – Laços, de Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi, Chico Bento – Pavor Espaciar, de Gustavo Duarte, e Piteco – Ingá, de Shiko. Para minha gigantesca alegria, admito, elas apareceram em quase todas as relações de melhores de 2013 feitas em sites e blogs na internet; então não precisam figurar nesta aqui. E esse critério será seguido enquanto eu fizer esse rol.

Assim, sem mais delongas, segue a relação das melhores HQs publicadas em 2013, na minha opinião, ranqueadas e em ordem decrescente. Só considerei obras inéditas, e todas (quando possível) seguem com um rápido comentário meu e com links para resenhas ou notícias no Universo HQ, para quem quiser saber mais sobre elas.


Primeiro dos três volumes desta ótima série infantil, escrita e desenhada por Kazu Kibuishi, que começa com uma cena de perda familiar triste à beça, e já foi indicada ao Eisner, em seu quinto álbum.


19) Transmetropolitan – Cidade solitária (Panini)

A saga do jornalista mais alucinado, boca-suja e peitudo dos quadrinhos continua. Neste volume, rola o aguardado acerto de contas de Spider Jerusalém com o recém-eleito presidente dos Estados Unidos.


18) Cosmonauta Cosmo! (Miguilim)

Este álbum de Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho tem toda a pinta de uma "simples HQ infantil", mas pega os adultos de jeito quando mostra o quanto vale a pena perservar por uma amizade verdadeira.


17) Os mortos-vivos – Volume 11 – Sob a mira dos caçadores (HQM)

O roteirista Robert Kirkman nunca deixa os sobreviventes passarem dias tranquilos por muito tempo. Neste volume, as coisas esquentam pra valer e ressaltam que o maior perigo nesse novo mundo é mesmo o ser humano.


16) Sabor Brasilis (Zarabatana)

O quarteto Hector Lima, Pablo Casado, Felipe Cunha e George Schall construiu uma HQ deliciosa sobre uma paixão nacional: a novela. E o mais intrigante é justamente o que se passa nos bastidores da produção.


15) Tetralogia Monstro (Nemo)

Durante décadas, a excelente obra de Enki Bilal ficou longe do mercado brasileiro. Felizmente, a Nemo está recuperando o atraso, e este álbum, que compila quatro volumes, foi um presente para os fãs do autor.


14) Valente por opção (Panini)

Vitor Cafaggi  mostra, de novo, por que ninguém autografou mais que ele no FIQ, em Belo Horizonte. Neste terceiro álbum da série, agora pela Panini, o autor mescla humor, drama, amor e uma arte arrebatadora.


13) O maravilhoso Mágico de Oz (Panini)

Se você passou por este álbum e desdenhou, achando que era "só mais uma adaptação de O mágico de Oz", arrependa-se! O roteiro de Eric Shanover é ótimo; e os desenhos de Scottie Young são magníficos.


12) Macanudo 6 (Zarabatana)

Elogiar o argentino Liniers é "chover no molhado". Mas a cada álbum suas tiras parecem mais encantadoras. Aliás, na minha opinião, ninguém no mundo, hoje, ocupa o espaço de uma tira com tamanha criatividade.


11) Peter Pan - Volume 3 (Nemo)

Esqueça a versão da Disney para a obra de J. M. Barrie. Esta adaptação do francês Loisel, um quase desconhecido no Brasil, é, na maioria do tempo, muito cruel. Boa sacada da Nemo compilar os seis volumes originais em três álbuns.


10) Folheteen - Direto ao ponto (independente)

Uma das melhores HQs que li sobre adolescência nos últimos anos. O autor, José Aguiar, por meio de sua personagem Malu, aborda todas as inseguranças, dúvidas, erros e acertos que se comete nessa fase da vida. Vale demais a pena conferir.


9) O boxeador (8Inverso)

A história real de um judeu polonês, confinado num campo de concentração, na Segunda Guerra Mundial, que luta boxe com outros prisioneiros para divertir os nazistas e garantir a sua sobrevivência. Grande trabalho do alemão Reinhard Kleist.


8) Ken Parker – Os condenados (Cluq)

O roteirista Giancarlo Berardi, com arte de Pasquale Frisenda e Laura Zuccheri, retoma a saga de Ken Parker, que está detido na prisão de Fort Lauderdale, cercado por um grande pântano repleto de crocodilos. Pena que poucos conheçam essa série.


7) Pobre Marinheiro (Balão)

Esta adaptação de um conto do autor francês Guy de Maupassant, com um quadro por página e pouco texto, é uma comovente história sobre um homem que larga a esposa para se aventurar pelo mar. Um grande lançamento da Balão.

6) O azul indiferente do céu (Marca de Fantasia)

Shiko mostra, com pouco texto, desenhos lindos em preto e branco e uma narrativa espetacular, os últimos momentos do ativista colombiano Héctor Abad Gómez, assassinado em 1987. Uma história sobre a banalização da morte na América Latina. 


5) O Monstro (independente)

Fábio Coala foi um dos campeões de arrecadação no Catarse em 2013, e entregou aos leitores uma bela HQ, sobre um bicho de pelúcia que ganha vida aos olhos das crianças e as ajuda em momentos difíceis... até partir para auxiliar outro alguém.


4) Era uma vez na França – Volume 1 – O império do Senhor Joseph (Galera/Record)

Ótima HQ europeia sobre um judeu que, na França ocupada na Segunda Guerra Mundial, construiu sua fortuna, segundo alguns, colaborando com os nazistas. Primeiro de seis álbuns – o quarto ganhou o festival de Angoulême, na França.


3) Crônicas de Jerusalém (Zarabatana)

Depois de Shenzhen, Pyongyang e Crônicas Birmanesas, Guy Delisle mostra, com humor e realismo, o seu dia a dia em Jerusalém, onde morou com a esposa (que trabalha para a organização Médicos Sem Fronteiras) e seus dois filhos.


2) Azul é a cor mais quente (Martins Fontes)

Este álbum, premiado pelo público em Angoulême, em 2011, é uma linda (e verdadeira) história de amor. Entre duas mulheres. E também um soco na cara do preconceito. A obra ganhou uma adaptação cinematográfica em 2013.


1) Os Companheiros do Crepúsculo (Nemo)

Por muitos anos, em entrevistas, disse que esta HQ do francês François Bourgeon era a minha favorita em todos os tempos. Mas poucos brasileiros a conheciam. Felizmente, a Nemo publicou por aqui este clássico dos quadrinhos de fantasia.


Para elaborar minhas listas, sempre faço questão de ler praticamente tudo que saiu no ano. Depois, faço um apanhado do que mais gostei e algumas obras que não entram nas 20 “eleitas” eu destaco com menção honrosa. Eis as de 2013, desta vez em ordem alfabética: 100 Balas – Volume 15 – Fim de jogo (Panini), A dama do Martinelli (Devir), As coisas que Cecília fez (independente), As diabruras de Quick e Flupke (Globo), As traumáticas aventuras do filho do Freud (Zás), Asterix entre os pictos (Record), Calvin & Haroldo – Existem tesouros em todo lugar (Conrad), Ciranda da solidão (Balão), Ex Machina – Volume 10 – Limite de mandato (Panini), Gigantes, cuidado! (V&R), Imperdoável - Volume Um (Devir), Quadrinhos A2 – Volume 3 (independente), São Paulo dos mortos (independente) e Tiki – O menino guerreiro (Quadro a Quadro).

Além disso, mesmo não conseguindo mais ler todos os títulos regulares que saem em bancas, indico os seguintes (de novo, em ordem alfabética): 20th Century Boys (Panini), J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga (Mythos), Juiz Dredd Megazine (Mythos), Monster (Panini), Old Boy (Nova Sampa), One Piece (Panini), O senhor dos espinhos (JBC) e Vertigo (Panini).

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Uma casa com muitas histórias pra contar


(De cara, devo dizer que este texto não fará qualquer sentido para muitas pessoas, que habitaram diversos lares ao longo da vida, mas quem, como eu, nasceu e cresceu sempre debaixo do mesmo teto deve entender o porquê das palavras abaixo.)

Hoje é um dia estranho pra mim. Devido à correria profissional em que ando, pouco tenho atualizado este blog, porém senti que precisava "botar pra fora" o que estou sentindo.

Isso porque, enquanto estou tão longe de casa, em Frankfurt, na Alemanha, minha mãe está se mudando da casa onde ela e meu pai construíram suas vidas, criaram os quatro filhos, viram os nove netos correndo pelo enorme quintal e viveram tantas coisas maravilhosas - e péssimas.

Naquela casa tão acolhedora, li meus primeiros quadrinhos, joguei muito futebol e vôlei com meu irmão, disputei incontáveis partidas de futebol de mesa e tênis de mesa (os populares jogo de botão e pingue-pongue), briguei com meus pais, saí no tapa com meus irmãos, vi todas as Copas do Mundo da minha vida (e comemorei três títulos) e tantos triunfos (e fracassos) do meu Corinthians, me machuquei, brinquei de balanço, coloquei ratoeiras, chorei e ri pra caramba.


O lar dos Gusman, na boa e velha Mooca, em São Paulo, me viu fazer inúmeras caças ao tesouro para meus filhos e sobrinhos (a última, espetacular, modéstia à parte, foi há pouco mais de 15 dias, numa noitada de despedida que armamos, com todos os nove netos, de 5 a 21 anos, no escuro e devidamente munidos de lanternas). Também me viu ser office boy, professor de educação física, repórter esportivo de rádio e, enfim, começar a escrever sobre quadrinhos. Aqueles armários abrigaram até outro dia todos os meus formatinhos.

Aquelas paredes testemunharam a roupa de Papai Noel passar do meu saudoso pai para mim, pois as crianças da família sempre receberam (e receberão) seus presentes, na noite de Natal, do "bom velhinho". E não dá nem pra contar quantos dias dos pais, das mães e das crianças, páscoas, festas juninas, amigos secretos, aniversários e outros encontros familiares aconteceram ali. 


Mas acho que esse monte de lembranças boas só existe porque sei muito bem do esforço que o meu pai fez para comprar aquela casa. E que foi ainda maior quando, nos anos 1980, ele decidiu reformar o lar dos Gusman – até então bastante simples –, para nos proporcionar mais conforto. A partir de então, os meninos passaram a ter um quarto; e as meninas, outro. E ganhamos um salão, nos fundos, para fazer a lição e brincar. 

Daquela época, lembro bem dos passeios de domingo, quando minha mãe, a Dona Nina, nos fazia entrar e sair de diversas casas, com o intuito de se mudar. Só que o seu Domingos preferiu ficar, pois tinha um apreço enorme por aquele lugar. Talvez pelo suor que derramou para mantê-lo em pé - assim como sempre fez com a sua família.


E porque sabia que, por não ser um cara de posses, a casa era o que deixaria para minha mãe quando partisse. E fico feliz de ter ajudado para que o sonho dele acontecesse. Afinal, é claro que ali também vivemos coisas ruins. Mas essas recordações servem para fortalecer o tanto de momentos incríveis que experimentamos naquela "casa de loucos", como a Dona Nina sempre falava quando estava uma gritaria absurda de crianças e adultos. :-)

Não sou um cara que se apega tanto a bens materiais, mas, antes de sair do Brasil, admito que me bateu uma tristeza enorme ao pensar que, quando eu voltar, não será mais lá que a família se reunirá nos almoços de domingo, nas pizzas de sexta-feira ou em qualquer outro dia da semana que justificasse nosso encontro. E que o Natal deste ano será em outro lugar, os jogos do Brasil na Copa do Mundo de 2014 serão vistos em outra casa etc.


Só que logo passou. Porque, como falei ao novo proprietário, se ele e sua família alcançarem metade da felicidade que minha mãe teve ali, já serão felizes pra caramba. E torço demais por isso.

A Dona Nina, tenho certeza, vai ser extremamente feliz em seu novo (e mais aconchegante - ou seja, adequado à sua real necessidade atual) lar; e o seu Domingos, de onde estiver, está orgulhoso. Afinal, os Gusman estão saindo daquela adorável casa, mas ela nunca vai sair de nós.

domingo, 5 de maio de 2013

As estatuetas da DC (e outras coisinhas)

Desde o ano passado, a Panini está lançando em bancas uma coleção de miniaturas em chumbo dos heróis e vilões da Marvel Comics. Essa linha de memorabilias é produzida pela Eaglemoss, empresa especializada em colecionáveis.

Recentemente, no entanto, a Eaglemoss decidiu assumir a operação dessa coleção no Brasil, como já foi noticiado. E uma das grandes novidades é a linha de heróis e vilões da DC Comics, que deve estrear no segundo semestre de 2013.

Como a coleção da DC foi feita algum tempo depois da da Marvel, a qualidade das estatuetas é bem superior. Posso dizer porque tenho 47 delas - ganhei a maioria de amigos da Planeta DeAgostini, que lançou a coleção em Portugal, e comprei as demais em viagens à Europa e aos Estados Unidos.

Pra que você possa constatar, seguem fotos de todas elas, devidamente alocadas nas minhas estantes. ;-)

 Coringa, Arlequina, Espantalho e Pinguim.

 Ra's Al Ghul, Duas-Caras e Charada.

 Batman, Robin (Tim Drake) e Asa Noturna.

 Mulher-Gato e Batwoman.

 Superman, Mulher-Maravilha, Flash e Lanterna Verde (Hal Jordan).

 Arqueiro Verde, Aquaman e Caçador de Marte.

 Capitão Marvel, Tornado Vermelho, Homem-Elástico e Zatanna.

 Sr. Milagre, Besouro Azul e Homem-Borracha.

 Estelar, Mutano e Supergirl.

 Metamorfo, Arqueivo Vermelho e Adam Strange.

Vingador Fantasma, Exterminador, Irmão Sangue e Capitão Frio.

Lex Luthor, Mary Marvel, Adão Negro e Superboy Prime. 

 Rastejante, Hitman, Cósmico e Espectro.

 Pantera, Dr. Meia-Noite e Starman.

Apesar de não serem da DC, resolvi incluir as fotos abaixo nest post, por também serem memorabilias muito bacanas, só que referentes a quadrinhos europeus.

Asterix e Obelix (as únicas desta lista que são em plástico) .

Júlia e Dylan Dog, sucessos dos fumetti.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Relembrando a 1ª Bienal de Quadrinhos do Rio (ou O dia em que conheci Moebius e Will Eisner)

O ano era 1991. Eu trabalhava como redator nos títulos de quadrinhos da Editora Globo. No começo de novembro, foi realizada a 1ª Bienal Internacional de Quadrinhos do Rio de Janeiro, e fui ao evento para produzir matérias para a seção HQ Press, da revista Sandman.

Dá pra imaginar o que isso significava para um cara que até um ano antes era só um estudante de jornalismo muito, muito fã de quadrinhos?

E a Bienal foi simplesmente fenomenal. Convidados de altíssimo nível, mostras por toda a cidade, cartazes temáticos feitos por artistas internacionais e muto mais. Além disso, havia, pelo menos, duas exposições incríveis. A primeira era Isto é a França, com ates originais de Moebius, Frank Margerin, François Bourgeon, Jano, François Schuiten, François Boucq e outros espalhadas em cenário pós-apocalíptico e uma estátua enorme de Hórus, personagem da Trilogia Nikopol, de Enki Bilal, lançada em 2011, na íntegra, pela Nemo.

A outra era O Mundo de Tex, uma reprodução de uma cidade do Velho Oeste, com direito a saloon, para exibir originais dos artistas da Sergio Bonelli Editore. Impossível não entrar no clima das aventuras do ranger.

Mas o momento mais marcante, para mim, foi outro. Estava eu numa conversa no estande da Globo, quando minha diretora na época, a Flavia Ceccantini, bateu no meu ombro e disse: "Sidney, quero te apresentar duas pessoas".

Eu me virei na maior naturalidade e na minha frente estavam "apenas" Moebius e Will Eisner. Nunca fui de ficar sem graça, mas manja aquele momento em que você não sabe o que dizer? Se falava em inglês, francês, espanhol, português, italiano, russo ou grego? Foi o que aconteceu. Apenas cumprimentei os dois, disse algumas palavras (as quais nem consigo me lembrar) e fiquei ali, abobado, por estar perto de duas lendas dos quadrinhos mundiais.

Depois, o pessoal da redação tirou sarro da minha cara, pois disseram que eu parecia um menino que acabara de ganhar um presente. E não é que era verdade?

Durante o evento, eu ainda conheceria Sergio Bonelli, Mauricio de Sousa, Ziraldo, Alberto Breccia, José Muñoz, Carlos Sampayo, Frank Margerin, o jornalista inglês Paul Gravett e muita gente que, anos mais tarde, se tornaria bastante conhecida no mercado de quadrinhos, como Lourenço Mutarelli, por exemplo.

A 1ª Bienal de Quadrinhos do Rio foi o primeiro evento de quadrinhos do qual participei. E segue até hoje como um dos melhores que vi em tantos anos trabalhando com HQs.

E como muitos leitores nem haviam nascido naquela época, seguem abaixo as três matérias (eram pra ser quatro, como aparece logo no começo do primeiro texto) que produzi sobre o evento. Note uma curiosidade: no começo dos anos 1990, chamávamos os quadrinhos de Oitava Arte. Até hoje me pergunto quando as HQs foram rebaixadas...

Matéria 1

 
 

Matéria 2

 
 

Matéria 3