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domingo, 5 de maio de 2013

As estatuetas da DC (e outras coisinhas)

Desde o ano passado, a Panini está lançando em bancas uma coleção de miniaturas em chumbo dos heróis e vilões da Marvel Comics. Essa linha de memorabilias é produzida pela Eaglemoss, empresa especializada em colecionáveis.

Recentemente, no entanto, a Eaglemoss decidiu assumir a operação dessa coleção no Brasil, como já foi noticiado. E uma das grandes novidades é a linha de heróis e vilões da DC Comics, que deve estrear no segundo semestre de 2013.

Como a coleção da DC foi feita algum tempo depois da da Marvel, a qualidade das estatuetas é bem superior. Posso dizer porque tenho 47 delas - ganhei a maioria de amigos da Planeta DeAgostini, que lançou a coleção em Portugal, e comprei as demais em viagens à Europa e aos Estados Unidos.

Pra que você possa constatar, seguem fotos de todas elas, devidamente alocadas nas minhas estantes. ;-)

 Coringa, Arlequina, Espantalho e Pinguim.

 Ra's Al Ghul, Duas-Caras e Charada.

 Batman, Robin (Tim Drake) e Asa Noturna.

 Mulher-Gato e Batwoman.

 Superman, Mulher-Maravilha, Flash e Lanterna Verde (Hal Jordan).

 Arqueiro Verde, Aquaman e Caçador de Marte.

 Capitão Marvel, Tornado Vermelho, Homem-Elástico e Zatanna.

 Sr. Milagre, Besouro Azul e Homem-Borracha.

 Estelar, Mutano e Supergirl.

 Metamorfo, Arqueivo Vermelho e Adam Strange.

Vingador Fantasma, Exterminador, Irmão Sangue e Capitão Frio.

Lex Luthor, Mary Marvel, Adão Negro e Superboy Prime. 

 Rastejante, Hitman, Cósmico e Espectro.

 Pantera, Dr. Meia-Noite e Starman.

Apesar de não serem da DC, resolvi incluir as fotos abaixo nest post, por também serem memorabilias muito bacanas, só que referentes a quadrinhos europeus.

Asterix e Obelix (as únicas desta lista que são em plástico) .

Júlia e Dylan Dog, sucessos dos fumetti.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Relembrando a 1ª Bienal de Quadrinhos do Rio (ou O dia em que conheci Moebius e Will Eisner)

O ano era 1991. Eu trabalhava como redator nos títulos de quadrinhos da Editora Globo. No começo de novembro, foi realizada a 1ª Bienal Internacional de Quadrinhos do Rio de Janeiro, e fui ao evento para produzir matérias para a seção HQ Press, da revista Sandman.

Dá pra imaginar o que isso significava para um cara que até um ano antes era só um estudante de jornalismo muito, muito fã de quadrinhos?

E a Bienal foi simplesmente fenomenal. Convidados de altíssimo nível, mostras por toda a cidade, cartazes temáticos feitos por artistas internacionais e muto mais. Além disso, havia, pelo menos, duas exposições incríveis. A primeira era Isto é a França, com ates originais de Moebius, Frank Margerin, François Bourgeon, Jano, François Schuiten, François Boucq e outros espalhadas em cenário pós-apocalíptico e uma estátua enorme de Hórus, personagem da Trilogia Nikopol, de Enki Bilal, lançada em 2011, na íntegra, pela Nemo.

A outra era O Mundo de Tex, uma reprodução de uma cidade do Velho Oeste, com direito a saloon, para exibir originais dos artistas da Sergio Bonelli Editore. Impossível não entrar no clima das aventuras do ranger.

Mas o momento mais marcante, para mim, foi outro. Estava eu numa conversa no estande da Globo, quando minha diretora na época, a Flavia Ceccantini, bateu no meu ombro e disse: "Sidney, quero te apresentar duas pessoas".

Eu me virei na maior naturalidade e na minha frente estavam "apenas" Moebius e Will Eisner. Nunca fui de ficar sem graça, mas manja aquele momento em que você não sabe o que dizer? Se falava em inglês, francês, espanhol, português, italiano, russo ou grego? Foi o que aconteceu. Apenas cumprimentei os dois, disse algumas palavras (as quais nem consigo me lembrar) e fiquei ali, abobado, por estar perto de duas lendas dos quadrinhos mundiais.

Depois, o pessoal da redação tirou sarro da minha cara, pois disseram que eu parecia um menino que acabara de ganhar um presente. E não é que era verdade?

Durante o evento, eu ainda conheceria Sergio Bonelli, Mauricio de Sousa, Ziraldo, Alberto Breccia, José Muñoz, Carlos Sampayo, Frank Margerin, o jornalista inglês Paul Gravett e muita gente que, anos mais tarde, se tornaria bastante conhecida no mercado de quadrinhos, como Lourenço Mutarelli, por exemplo.

A 1ª Bienal de Quadrinhos do Rio foi o primeiro evento de quadrinhos do qual participei. E segue até hoje como um dos melhores que vi em tantos anos trabalhando com HQs.

E como muitos leitores nem haviam nascido naquela época, seguem abaixo as três matérias (eram pra ser quatro, como aparece logo no começo do primeiro texto) que produzi sobre o evento. Note uma curiosidade: no começo dos anos 1990, chamávamos os quadrinhos de Oitava Arte. Até hoje me pergunto quando as HQs foram rebaixadas...

Matéria 1

 
 

Matéria 2

 
 

Matéria 3